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“Todos temos obrigação de lembrar o 25 de abril”


Numa iniciativa da Assembleia Municipal de Montemor-o-Novo, teve lugar hoje (25/4) no auditório da biblioteca Almeida Faria a sessão solene comemorativa dos 49 anos da revolução de abril, com a presença de Carmen Carvalheira e Olímpio Galvão na mesa.

Para o evento foram convidados a falar os representantes de todos os partidos com assento na Assembleia Municipal, a saber, PSD, CDS, CDU, e PS. Depois de um momento musical, onde Tó Pê cantou dois temas relacionados com os tempos da revolução, ‘Vejam bem’, de José Afonso e ‘Trova do Vento que Passa’, uma balada de António Portugal e Manuel Alegre que Adriano Correia de Oliveira imortalizou; seguiram-se os discursos.

Por parte do PSD, Joel Pedreirinho, deputado municipal deu ênfase à possibilidade de todos poderem expressar as suas opiniões sobre o25 de abril, tendo criticado a situação política atual em matéria de habitação, educação e saúde. Por parte do CDS, António Xavier, vereador, de cravo branco na lapela, referiu que o 25 de abril pôs fim a um “regime caduco e inadaptado”, e acrescentou que a situação política atual está a “destruir os consensos” e a colocar em risco aquilo que o 25 de abril permitiu, sublinhando que “viver em democracia requer coragem”.

À esquerda do espetro político, a CDU levou ao púlpito Gil Porto, membro do órgão executivo, para referir que “foi a revolução de abril de mudou Portugal”, tendo reforçado a necessidade de novos caminhos nas áreas da saúde, educação proteção social e habitação. O vereador destacou ainda a “luta” pela reposição das antigas freguesias e criticou a descentralização de competências que o governo está a implementar. Por parte do PS, a deputada municipal Carla Gadinho, a única mulher a falar em representação dos partidos, lembrou o papel “determinante” que o PS teve no derrube da ditadura e sublinhou que todas as conquistas que o país tem hoje “têm a assinatura do PS”, num discurso claro de afirmação forte dos valores do PS.

O presidente da Câmara Municipal, Olímpio Galvão, começou por afirmar que “esta sessão só é possível porque o partido que comanda os destinos do concelho é outro”, e sublinhou que “todos temos obrigação de lembrar o 25 de abril”. Por último, a presidente da Assembleia Municipal, Carmen Carvalheira mencionou a necessidade de “apelar à memória”, e afirmar o compromisso de “trazer a memória para o futuro”.

Seguiu-se um momento de convívio com um ‘poejo de honra’ para os participantes e munícipes que se quiseram juntar a esta comemoração dos 49 anos de liberdade em Montemor.


A.M. Santos Nabo


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